quarta-feira, 23 de maio de 2012

All-TIME 100 Fashion Icons

Photographers

Full List

Designers & Brands

Models

Muses

Photographers

Editors & Stylists

Style & Design

Read more: http://www.time.com/time/specials/packages/completelist/0,29569,2110513,00.html#ixzz1vkaA1GGd

10 FOTÓGRAFOS DE MODA QUE VOCÊ PRECISA CONHECER

Fonte: http://blogalgunstormentos.wordpress.com/2010/03/30/10-fotografos-de-moda-que-voce-precisa-conhecer/

 por Tiago Fioravante


Minha paixão por editoriais de moda me leva, dia-a-dia, a descobrir novos nomes da fotografia de moda. São inúmeros, mas resolvi fazer uma seleção e mostrar pra vocês alguns que eu mais admiro e mais tenho me supreendido.
Então aqui vão 10 nomes que, ao ver em alguma revista ou site de moda, você vai saber que não perderá seu tempo conferindo o trabalho deles:

Ben Hassett | França
Ben Hassett | França
Além de fotógrafo, Ben atua como cineasta, tendo Paris como cidade base de seu trabalho. Ele estudou Belas Artes na Inglaterra e começou sua carreira na fotografia capturando paisagens e obras de arte. Sua vida e trabalho já foram tema de matérias no The British Journal of Photography (um dos veículos mais respeitados da área) e na Playboy. Frequentemente tem material publicado nas versões francesa, japonesa e alemã da Vogue, e foi comparado por esta última, como o Irving Penn de sua geração.
Sua marca registrada são imagens de beleza plásticas e impactantes. Entre os clientes que atende com publicidade estão Dior, L’Oreal, Givenchy, Clarins e Rimmel, além de um comercial de vídeo para a Chanel em 2008.

David Vasiljevic | Austrália
David Vasiljevic | Austrália
Formado na Académie royale des Beaux-Arts, em Bruxelas, na Bélgica, ele deixou de lado as pinturas à oleo para se dedicar à fotografia. Deu tão certo que hoje ele passa a maior parte de seu tempo entre Nova York, Londres e Paris, para atender a i-D Magazine, Vogue America e Vogue Nippon, só para citar algumas.
Já fotografou campanhas para Stella McCartney, Swarovski, Paule Ka, Pantene, Givenchy Perfume, H&M, Armani jeans, Levi’s, entre outros.

Ruven Afanador | Colômbia
Ruven Afanador | Colômbia
Vamos ao primeiro latino-americano da lista. Nascido em uma pequena cidade ao norte de Bogotá, aprendeu ali a admirar o trabalho de Irving Penn e cortejos floridos que aconteciam na região, itens que até hoje influenciam seu trabalho, que também é marcado pelo teor homoerótico e pelo contraste de cores.
É considerado um dos melhores fotógrafos da atualidade e já clicou algumas das maiores estrelas do cinema e da música, mas tem um gostinho especial pela mundo underground, sendo uma de suas maiores musas a atriz Rossy de Palma.
Entre seus clientes comerciais estão Cacharel, Christian Dior e Elektra. Em 2001, uma década após iniciar sua carreira, lançou o livro “Torero”, que virou item de colecionador, pois em menos de um ano já ahavia sumido das prateleiras.

Richard Burbridge | UK
Richard Burbridge | UK
A principal marca do trabalho de Richard é o perfecionismo. Ele não deixa passar nenhum detalhe na hora do clique, o que resulta em uma imagem elegante, impecável, sem ser plástica.
Tem trabalhos publicados em algumas das bíblias da moda, incluindo i-D Magazine, AnOther, Self-Service, Harper’s Bazaar, W e Vogue Paris. Já fotografou inúmeras celebridades e tem campanhas publicitárias para algumas das mais importantes marcas da atualidade, como MAC, Givenchy, Hermès e Louis Vuitton.

Miguel Reveriego | Espanha
Miguel Reveriego | Espanha
Miguel ganhou sua primeira camera aos oito anos de idade, e de lá pra cá não parou mais de fotografar. Hoje a característica mais marcante de seu trabalho é criar um mundo à parte em cada imagem que captura. Repleto de glamour e originalidade e que costumam falar por si mesmo. Entre as revistas que já publicaram seus cliques estão Numéro, Harper’s Bazaar e Vogue Russia.

Diego Uchitel | Argentina
Diego Uchitel | Argentina
Outro latino americano que tem feito enorme sucesso no mundo da moda é o argentino Diego Uchitel, que trocou terras portenhas pelos EUA logo após o colegial para fazer faculdade de cinema, e por acaso achou sua vocação: fotografar. Desde então, se dedica à esta arte, que para muitos, em seu trabalho, parece mais com pintura do que com fotografia.
Já fotografou de David Bowie à Diane Von Furstenberg, passando por Sarah Jessica Parker e Penélope Cruz. Entre seus clientes de publicidade estão Bergdorf Goodman, Saks Fifth Avenue, Warner Brothers, Nike, Levi’s e Microsoft.

Yelena Yemchuk | Ucrânia
Yelena Yemchuk | Ucrânia
Além de fotógrafa, Yelena se dedica às atividades de artista plástica e cineasta, muito conhecida por seu trabalho com a banda The Smashing Pumpkins, parceria que teve início no album “Adore”. Ela nasceu em Kiev, capital da Ucrânia, e mudou-se com sua família, ainda adolescente, para o Brooklyn, em Nova York.
Tem trabalhos publicados na AnOther Magazine, Dazed & Confused, entre outros, com uma estética que, de alguma forma, nos remete à algo subversivo. Tem no portfólio trabalhos para Kenzo, Cacharel, Christian Lacroix, Vera Wang, entre outros.

Max Vadukul | UK
Max Vadukul | UK
Max é um fotógrafo autodidata, nascido em Nairóbi, no Quênia, e radicado em Londres. Seu trabalho é conhecido pela criatividade e originalidade. Seu talento foi descoberto por niguém menos que Yohji Yamamoto, em 1984, enquanto morava em Paris.
Hoje ele trabalha em Nova York, sempre focado em criar imagens originais e poderosas para uma clientela seleta. É casado com Nicoletta Santoro, stylist com trabalhos publicados na Vogue Italia, Vogue China, entre outros, com quem tem dois filhos.

Sebastian Faena | EUA
Sebastian Faena | EUA
Sebastian fez seu debut na V Magazine, em um editorial de 20 páginas. Tem como base a cidade de Nova York e é conhecido por seu talento em capturar belas imagens femininas. Já clicou Lady Gaga, Naomi Campbell, Amber Valletta, Natalia Vodianova, Linda Evangelista e Agyness Deyn, e muitas outras.
Seu trabalho é carregado de um apelo erótico e, muitas vezes, religioso. Abusa de contrastes e cores vibrantes.

Jonathan Leder | EUA
Jonathan Leder | EUA
Nascido e criado em Nova York, na década de 70, Jonathan Leder começou sua carreira como asisstente do fotógrafo queridinho da Madonna, Steven Klein.
Mesmo com a revolução que as câmeras digitais trouxeram para o mundo da fotografia, ele não abiu mão de sua velha 35mm e sua Polaroid, que com a ajuda de seu olhar treinado e um estilo indie captura imagens incríveis que já foram publicadas em revistas como Metal Magazine, Nylon e Sportswear International.

Fotografou alguém? Quer publicar? Fique atento.

"Le Baiser de l'Hotel de Ville" (c) Robert Doisneau (1950)

Saiu na revista Photo uma matéria de Milton Guran que esclarece uma questão importante para fotógrafos que querem publicar livros de fotografia onde apareçam fotos de pessoas. Segundo o autor a primeira coisa que o editor vai lhe perguntar é se você tem autorização para utilizar a imagem das pessoas que aparecem nas fotos.

Veja o que ele diz: "As interpelações judiciais têm sido tão virulentas que, por excesso de zelo, até para reportagens jornalísticas e obras didáticas já está se exigindo essa autorização. Isso constrange, limita e até inviabiliza um trabalho fotográfico documental. Se tivesse que obter esse tipo de autorização, Henri Cartier-Bresson não teria feito os livros que fez, para ficarmos em um único e contundente exemplo. Em outras palavras, se tivesse estado submetida a tal exigência desde sempre, a fotografia não teria cumprido sua vocação maior que é de proceder a uma leitura visual do mundo em que vivemos, propiciando que uns conheçam a terra dos outros, e as visões de todos se complementem, juntando os tempos passado e presente, preparando o futuro.


O direito da imagem e seus conexos pegaram desprevenida a sociedade, gerando situações que beiram o absurdo. Na França, onde esta questão ganhou contornos calamitosos, os exemplos se multiplicam, mas um é particularmente importante para nós: a querela em torno da foto Baiser d'Hotel de Ville, "instantâneo" de Paris que marcou a personalidade da cidade e se constituiu no cartão postal mais vendido da história da fotografia. Acuado por pessoas que pretendiam estar representadas na fotografia e cobravam altíssimas somas em direito de imagem, seu autor, Robert Doisneau, foi obrigado a apresentar em juízo o recibo do pagamento feito aos atores profissionais que atuaram na produção da cena que, durante mais de 50 anos, o mundo consumiu como casual. Doisneau ganhou o processo, mas, dizem, morreu amargurado com o desencanto que provocou."

Segundo Milton Guran, os fotógrafos deveriam reagir e propor "regras claras para a utilização da imagem de outrem", considerando que "o direito de cada um acaba onde começa o direito do outro".


Ele diz que "é ponto pacífico que todo cidadão tem o direito de proteger a sua imagem, e ganhar dinheiro com ela." Mas acredita que os fotógrafos deveriam ter "o direito de fotografar, de fazer uma leitura visual crítica do mundo (...) sendo esse direito inerente ao próprio direito de expressão, ao direito de produzir e fazer circular a informação autoral e artística, que é da mesma natureza que o direito à liberdade de imprensa".


Para ele "a opinião expressa pela fotografia, essa sim é passível de interpelação judicial, se for injuriosa, caluniosa ou difamatória. Mas o simples fato de uma pessoa aparecer - sozinha ou em grupo - em uma fotografia representativa de um espaço público não pode gerar direito patrimonial ilimitado, com tem sido pretendido".


A revista esclarece em destaque que "o valor patrimonial de uma foto depende da maneira como ela é utilizada. Se alguém está na praia e aparece numa reportagem sobre o início do verão, não tem como cobrar direitos patrimoniais pela sua imagem. No entanto, se o fotógrafo fizer um cartão postal com essa foto, na qual o principal produto é a imagem de alguém, é claro que esse alguém tem direitos patrimoniais a receber. Isso é da ordem do bom senso".

O assunto direito de imagem e um modelo de autorização pode ser encontrado em postagens anteriores deste mesmo blog, bastando acessar a tag Legislação.

Fonte: SOS Fotografia - Postado por Beth Barone às 13:27 0 comentários

Dois monitores ou um monitor grandão? (ou ambos?)



Usar mais de uma tela no computador é uma tática comprovada de conseguir melhorar sua produtividade de 40 a 50 por cento. E não precisa ter centenas de telas no estilo “Nasa” para conseguir isso: o maior salto de melhora é justamente entre 1 e 2 telas. Por que isso acontece?


O maior vilão da perda de produtividade no uso de computadores é a perda de contexto. Se você tem que ficar alternando entre janelas maximizadas para trabalhar, seu cérebro precisa se adaptar ao contexto de cada uma delas a cada mudança, além de lidar com a operação necessária para a troca entre elas, e a seleção da nova janela adequada. Você já deve ter percebido isto ao ter de fazer múltiplas trocas de tela para conseguir copiar os dados de um e-mail para fazer um depósito em um banco on-line, por exemplo. E ao usar 2 monitores você imadiatamente dobra a sua possibilidade de manter contextos ativos simultaneamente. Fonte: Efetividade.net


Ter uma tela bem grande também é bem produtivo, principalmente para quem trabalha com aplicativos com muitos painéis (alguém aí pensou no Photoshop?) – se a tela for WideScreen, melhor ainda! O objetivo, no fim das contas, é trabalhar de forma produtiva usando recursos como “minimizar” o mínimo possível.
E para os fotógrafos?

O problema é que os estudos mais completos sobre o assunto usam sempre tarefas mais textuais ou “copiar e colar” como base. Fica evidente que ao trabalhar com texto, planilhas e programação o ganho de produtividade é imenso. Mas e trabalhando com imagens? A única pesquisa que usou tarefas gráficas na metodologia é bem pouco imparcial pois foi feita sob encomenda para a Apple e seu Cinema Display de 30″ :P

O fato é que nós, fotógrafos, trabalhamos e temos necessidades específicas! Estive por muito tempo inclinada a acreditar que um monitor bem grande, preferencialmente Widescreen, fosse o mais indicado para quem trabalha exclusivamente com Fotografia. Cheguei à essa conclusão com base no meu próprio Workflow “fotográfico”:

Ter uma tela grande me permite muita facilidade para editar fotos no Lightroom, que é um programa com vários painéis. Na hora de usar o Photoshop essa facilidade também aparece, além de conseguir organizar várias fotos ao mesmo tempo na tela. Fora a vantagem mais óbvia: as fotos ficam enormes e fica mais fácil ver seus detalhes. Na hora de fazer outras tarefas a tela Widescreen permite ter 2 aplicativos ou mais abertos e aparentes instantaneamente. Dá pra deixar o navegador de um lado, um editor de texto no outro, o Evernote em um cantinho, e por aí vai (de forma parecida com o que seria feito em duas telas.)

Estava bem feliz com essa opção quando li, de novo no Efetividade.net, a ideia de usar um monitor pequenucho (7″) para aplicativos de apoio. Achei muito interessante e fiquei matutando e pensando em comprar. Acabei deixando para depois afinal não estava me fazendo tanta falta. Até que descobri, meio sem querer, que o iPad poderia servir à esse propósito! Um monitor auxiliar é uma solução para quem gosta de usar um monitor bem grande mas não deixa de ter alguns aplicativos que poderiam estar visíveis o tempo inteiro.
Como usar um monitor adicional?

Independente de tamanho ou modelo usar um monitor adicional depende de alguns fatores: é preciso que o seu computador (mais especificamente sua placa de vídeo) suporte a demanda e tenha as duas saídas de vídeo. Isso pode deixar o seu computador mais lento, então é bom considerar um upgrade caso o computador não esteja com processamento de sobra ;)

Tendo uma placa de vídeo compatível e um monitor a mais em mãos você vai conectá-los lado a lado. Uma dica interessante de quem costuma lidar um pouquinho mais com texto é deixar um dos monitores na vertical. Infelizmente não posso detalhar completamente o processo pois existem milhares de modelos de computadores e placas de vídeo por aí, então use nosso amigo Google e pesquise como conseguir fazer isso com a sua máquina ;)
Usando o iPad como monitor auxiliar

Como falei ali em cima estou testando o iPad como monitor auxiliar, e parece bem promissor. Se quiser fazer isso também, aí vão algumas dicas:

• Existem vários aplicativos para esse fim. Pesquisei bastante sobre cada um deles para decidir a melhor opção: o que eu comprei é o DisplayPad, que custa (fev/11) $4.99. A desvantagem é que ele só funciona em Mac. Outro com ótimos reviews foi o AirDisplay, que custa (fev/11) $9.99 e funciona tanto em Mac quanto em Windows. Os outros receberam vários reviews negativos, então prefiro não indicar ;)

• A conexão, independente do aplicativo, é feita via rede WiFi. Então, naturalmente, o computador e o iPad deverão estar conectados na mesma rede. Li em vários lugares que é indicado desligar o Bluetooth para melhorar a comunicação, mas como uso mouse Bluetooth o tempo inteiro não fiz isso, e a conexão pareceu boa o suficiente mesmo assim. Como estamos falando de transmissão de imagem é bom lembrar que a qualidade da rede WiFi vai definir a qualidade da transmissão.

• Nada de usar aplicativos “importantes” na telinha. Existe um atraso de envio e por isso chamamos de “tela auxiliar.” Então não dá para editar fotos ou navegar por lá, mas dá tranquilamente para deixar sua lista de tarefas, email, chat e outros aplicativos mais estáticos para fácil checagem durante o trabalho.

• Se você já usa dois monitores, o iPad poderá ser o terceiro :D Fiz o teste e funcionou lindamente.

• O iPad continua sendo Touch (não vejo muitas vantagens nisso, na realidade rs) e continua girando a tela pelo acelerômetro.

Abaixo o vídeo do passo a passo de funcionamento desse setup:


*Recebendo o artigo por email? Clique aqui para ver o Vídeo.


Se tiver curiosidade para ler mais sobre o assunto “Produtividade VS Monitores” acompanhe algumas referências no meu Delicious.

Flash Remoto


4. Como colocar tudo pra funcionar

Esse post faz parte da Série sobre Flashes Portáteis, veja todos:
Flash Remoto – 4. Como colocar tudo pra funcionar (este aqui)


Agora que você já tem todos os equipamentos e acessórios necessários, vamos ao que interessa: como botar tudo pra funcionar?

Antes de mais nada lembre-se: estaremos lidando com duas (ou mais) exposições. Ou seja: temos a luz ambiente e temos a luz do flash. Ao fotografar com essas duas luzes precisamos considerar essas duas exposições (seja para que consigamos um resultado balanceado ou para que consigamos eliminar a luz ambiente.) Não posso frisar o suficiente que é preciso saber o básico de exposição para conseguir trabalhar com Flash, até porque considerando mais de uma fonte de luz (e sobre uma delas você tem total controle) você vai precisar trabalhar com duas exposições!
Dito isso vamos a algumas regrinhas:

1. Use sempre uma velocidade igual ou menor do que a velocidade de sincronismo da sua câmera (normalmente 1/250.)

2. ISO, Abertura e Velocidade interferem na Luz ambiente normalmente e Abertura e ISO interferem na Luz do Flash. Ou seja: se você quer alterar somente a fotometria da luz ambiente mexa na Velocidade. Qualquer outra configuração vai alterar a exposição das duas fontes de luz.

3. A potência do flash, assim como de qualquer fonte de luz, segue a Lei do Quadrado Inverso: I= 1/d*2 (sim, tenha medo.) Essa Lei, na prática, é algo lógico: quanto mais longe do Flash, mais fraca vai ser a luz. Só que numa distância maior essa diferença é menor. O que facilita é que essa regra segue o mesmo “padrão” dos f/stops da nossa câmera:

f/1.4, f/2, f/2.8, f/4, f/5.6, f/8, f/11, f/16, f/22, f/32… a cada f/stop perdemos um ponto de exposição, certo? Acontece o mesmo com a distância: se você tem um objeto a 1.4 metros do flash e outro a 2 metros do flash, aquele que está a 2 metros vai ter 1 ponto de exposição a menos do que aquele que está a 1.4! Se você tem um objeto a 22 metros do Flash (se é que tem um flash tão potente rs) e outro a 32, acontece o mesmo. Veja que a diferença vai diminuindo com a distância.


Pode parecer complicado à primeira vista, mas vamos pensar em uma prática:

Você está fotografando uma pessoa e atrás dela tem uma parede branca. Você quer que a parede fique branca na foto. Ao colocar a pessoa a uma distância de 2 metros da parede e o flash a uma distância de 1.4 metros da pessoa, quer dizer que o flash estará a uma distância de 3.4 metros da parede. Ou seja, a parede receberá 2 pontos de luz a menos do que a pessoa, por isso ficará cinza. Para resolver isso você pode simplesmente colocar o flash a 4.5 metros da pessoa: assim a pessoa e a parede estarão no mesmo ponto de exposição mesmo com uma distância de 2 metros entre eles. Para isso você precisará aumentar a potência do Flash e/ou mudar as configurações de Abertura e ISO, é claro.

Simples, não? :P Acredite, na prática é muito mais tranquilo lembrar disso: se você quer que a luz tenha mais abrangência, é preciso que ela esteja mais longe, e vice-e-versa.

O contrário também funciona: se você quer que a naquela situação acima a parede branca fique preta, é possível. É só deixar o flash próximo da pessoa e a pessoa bem longe do fundo (o suficiente para eliminar a luz que chega do flash.)
Eliminando a luz ambiente

Para excluir a luz ambiente é só lembrar da regra 2: use a velocidade para controlar a exposição da luz ambiente. Se não for possível (por causa da regra 1) você pode alterar também a abertura ou o ISO, mas lembrando que para manter a luz do Flash adequada será preciso mexer no seu posicionamento (conforme a regra 3) ou na sua potência.

Para fazer isso faça a fotometria no ambiente usando a luz disponível. Como você quer que essa luz seja cancelada o ideal é deixar o ponteirinho do fotômetro lá do lado esquerdo. Lembre-se de nessa hora usar a velocidade no máximo de sincronia do seu flash, se possível (1/250), equilibrando o ISO e a Abertura de acordo com a necessidade e efeito desejado. Depois disso use o Flash para iluminar somente o seu assunto. Não tem problema ligar o Flash em uma potência média, tirar uma foto e ver se ficou bom no Histograma. A partir daí você adequa a potência, a distância ou mesmo outras configurações.

Depois de treinar bastante com a técnica você vai olhar uma cena e saber exatamente potência e distâncias necessárias para o efeito que quer. Acredite, gurus do Flash como David Hobby e Renato Miranda dizem o mesmo, não sou eu :-)

Se você já tem um Fotômetro, use-o, é sim prático (mas, mais uma vez, esses caras bons costumam dispensar o fotômetro por saber pela experiência o que precisam.) Lembre-se: é mais um aparelho para carregar e saber usar. Se você não precisa, não use.
Balanceado o Flash com a Luz ambiente

Para balancear o Flash com a Luz ambiente você vai fazer a mesma coisa que citei acima: fotometrar para o ambiente e adequar o Flash e as configurações para conseguir um equilíbrio. Quando você quiser mexer na exposição só da Luz ambiente lembre-se de mudar a velocidade.

Flash Remoto


3. Como Modificar a Luz

Esse post faz parte da Série sobre Flashes Portáteis, veja todos:
Flash Remoto – 3. Formas de modificar a luz (este aqui)


O Flash em si oferece poucas possibilidades de alteração no feixe de luz: você pode alterar a potência e, às vezes, o zoom (embora este último não faça uma diferença muito radical.) Por isso existem alguns acessórios que podem te ajudar a conseguir efeitos diferentes. Para entender melhor alguns termos sugiro ler o Post “Luz dura e Luz difusa

1. Sombrinha

A sombrinha é nossa amiga. Com ela conseguimos uma luz Difusa facilmente! Existem sombrinhas Difusoras e Rebatedoras. As difusoras ficam entre o flash e o assunto e usando as rebatedoras o flash fica entre a sombrinha e o assunto. Gosto mais das primeiras, pois a luz “viaja” menos e assim perde-se menos potência.

Além da sombrinha também é possível usar outros difusores de luz como Softboxes ou Octosofts. Mas estes diminuem mais ainda a potência disponível.


É bom lembrar que flashes portáteis já não são muito potentes (pelo menos se compararmos com os flashes de tomada) – por isso o melhor é evitar ao máximo perder qualquer pouquinho de potência. Todo modificador que serve para deixar a luz mais difusa vai fazer você perder potência, invariavelmente.


2. Snoot

Um Snoot é o contrário de um difusor: é um tubo (ou qualquer coisa parecida) feito para fazer a luz ficar mais concentrada e dura. É possível usar também snoots com colmeias para aumentar o efeito.


Se você procurar por “Strobist DIY Snoot” no Google vai encontrar várias dicas de como fazer um em casa com coisas loucas como caixa de cerais ou carteira de cigarro! Vale a pena fazer uns para testar.


3. Gels para Flash

Suponho que você já sabe o que é temperatura de cor (se não sabe, clique aqui antes de continuar.) Então: seu flash tem uma temperatura de cor. O pôr do Sol tem outra temperatura de cor. A lâmpada da sala tem outra temperatura. Um dia de céu limpo tem uma temperatura e um dia nublado tem outra. Se você quer um resultado aonde não dê pra notar o uso de flash você pode usar um Gel de Correção.


O gel de correção não é um gel, na realidade. É um pedaço de plástico que parece um pouco com celofane (mas não é rs) e que você coloca na frente do Flash para simular outra temperatura de cor. Assim seu flash pode, em um passe de mágica, ter a mesma temperatura de cor da luz ambiente e assim o resultado fica mais natural.

E é claro que o gel também pode ser usado para desequilibrar ainda mais a temperatura de cor e criar efeitos (depende do seu objetivo.)

Essas são as principais formas de modificar a luz do Flash. Você não precisa sair correndo para comprar todos os acessórios existentes no universo, mas aos poucos pode ver o que faz falta e merece um investimento. A loja da Mako tem vários acessórios interessantes, e é brasileira. Não estou ganhando nada para falar deles aqui, até porque acho que são produtos bem caros. Se você tem paciência e cartão de crédito internacional sugiro mesmo é se jogar no Ebay e comprar todos os acessórios que citei neste postMade in China 
Série completa : Fonte http://www.dicasdefotografia.com.br/tag/serie-flash-remoto

Uso do Flash na Câmera


Uma das formas mais complicadas de usar o Flash é em cima da câmera. Sempre que puder evitar de fazer isso, evite. Mas em algumas situações e dependendo do tipo de trabalho que você faz é preciso fazer isso. Então aqui vão algumas dicas de como usar o flash on-camera conseguindo resultados bacanas!

Apontando o flash diretamente

Embora todos digam para “sempre rebater o flash” não caia nessa. Generalizar nunca é legal (adoro essas frases contraditórias… rs). Existem mil e uma formas de usar o seu flash e de forma direta é uma delas! Dá para conseguir efeitos legais de luz dura apontando diretamente. Porém… tome muito cuidado com isso. O “efeito” pode virar “defeito” facilmente quando você aponta o flash direto. Algumas dicas:

Em fotos verticais vire a câmera com o flash apontado para a frente do rosto da pessoa. Aliás, fotos verticais tendem a ficar melhores com a técnica de apontar o flash diretamente pois ele acabará vindo da lateral, ficando bem menos aparente o efeito lavado.

Também “vale” apontar o flash diretamente para criar efeitos de longa exposição (o flash congela o seu assunto e o fundo fica bem exposto pela longa exposição).

Acima uso de flash com longa exposição, efetivo em locais bem escuros!

Não chegue muito perto do assunto ou modelo. Além de “cegar” o retratado você ainda corre o risco de ter a foto “estourada” pelo excesso de luz.

Não abuse do “efeito”, a luz dura vindo da câmera nem sempre fica legal.
Refletindo a luz

Se você estiver em um lugar com um teto ou parede brancos uma idéia é apontar a luz do flash neles. A grande superfície clara irá distribuir a luz fazendo com que a iluminação fique bem difusa e delicada. Assim não existirão sombras duras e o resultado ficará bacana.

Você também pode usar o bom e velho rebatedor para difundir a luz. Um pedaço de papel/plástico branco logo em cima do flash. Ele vai continuar apontando para cima, mas o rebatedor fará com que uma parte da luz vá para cima (se houver um teto branco isso irá ajudar a iluminar o assunto de forma homogênea) e parte da luz vá de forma difusa para o assunto preenchendo. Esse é um dos melhores resultados que você pode conseguir com um flash on-camera e o mais prático caso esteja, por exemplo, em um evento (quando é preciso agilidade).

Caso você não tenha um flash portátil, e sim aquele que vem embutido na câmera, procure formas de difundir a luz fazendo um difusor de papel ou comprando difusores para flash built-in encontrados na internet.

sábado, 21 de abril de 2012

Fotografia: como desenhar com a luz

Matéria escrita por Luciano de Sampaio achei muito bacana e explicativa .

 

O lightpaing (pintura com a luz, em tradução livre) é uma técnica que tem – de certa forma – mais em comum com o desenho do que com a fotografia propriamente dita.Em um quarto escuro, ou ao ar livre durante a noite, o lightpainter usa fontes de luz portáteis – lanternas, chamas e LEDs, por exemplo – para desenhar no ar, e o sensor da câmera registra todos os movimentos. A imagem em si não é exatamente uma foto, mas um misto entre captura fotográfica e pintura.Para entender melhor, há algum tempo você viu aqui no Baixaki um tutorial sobre fotografia noturna em que se comentava sobre longa exposição. Foram mostradas duas imagens exibindo o movimento de fontes de luz como efeitos da fotografia como um todo.


As luzes dos carros e dos malabares formam rastros sobre o cenário, linhas coloridas que complementam o resto da imagem. No lighpainting, por outro lado, o cenário – na maior parte das vezes – é secundário às luzes, tornando as linhas e o efeito ótico muito mais importantes para a composição como um todo.Existem infinitas possibilidade de utilizar fontes de luz como ferramenta para o lightpainting. Porém a primeira escolha necessária para explorar essas opções é justamente qual fonte utilizar: lanternas, celulares e isqueiros são apenas as possibilidades mais óbvias e de fácil obtenção.


Além da escolha da fonte, a técnica permite a exploração dos modificadores de luz – como papel celofane para colorir uma lanterna, por exemplo – para aumentar ainda mais o impacto dos efeitos na imagem final. A foto acima, por exemplo, foi feita utilizando um celular e um aplicativo que permite selecionar a cor da tela a cada instante.A primeira imagem de lightpainting reconhecida na historia é obra de Man Ray, artista multimídia americano que, em 1935, gerou a obra “Space Writing” (escrita espacial). Outro nome famoso que também experimentou a pintura luminosa usando pequenas lanternas em um quarto escuro foi o pintor espanhol Pablo Picasso, que dizia estar “desenhando com a luz”.

Fonte das imagens: Man Ray - San Francisco Museum of Modern Art / Picasso - Gjon Miller/VP Photo Gallery

Ao lado da obra de Man Ray você pode conferir o resultado mais famoso do espanhol: a imagem “Picasso desenha um centauro no ar”.Quem decidir se aventurar com o lightpainting deve ter em mente que a prática é a maneira mais garantida de se obter boas imagens. Testar diferentes desenhos, fontes de luz e ambientes é essencial para encontrar a melhor forma de explorar a criatividade com a lanterna em punho.O equipamento fotográficoA técnica de pintura com a luz exige equipamento um pouco mais avançado. Câmeras com capacidade de longa exposição são essenciais, já que o desenho não é feito em frações de segundo. Assim, os modos de exposição de vários segundos ou mesmo o “Bulb” (quando a câmera mantém a exposição enquanto o disparador não for solto) facilitam muito a vida do pintor de luz.Dois acessórios também são grandes aliados do lightpainter: o tripé e o disparador remoto. O primeiro tem função de manter a câmera estática e na posição correta durante todo o tempo de exposição, enquanto o disparador – por cabo ou infravermelho – ajuda a diminuir vibrações na câmera e facilita realizar imagens mesmo quando se está sozinho.

Fonte da imagem: Ana Nemes

Outro ajuste manual extremamente recomendado é o de abertura. Como esse valor influencia na profundidade de campo, e no escuro realizar o foco é muito difícil, escolher o espaço aberto no diafragma da câmera pode garantir a obtenção do resultado esperado (ou acabar com uma imagem).Se as linhas que você quer devem ser finas e precisas, regule a abertura para valores altos (f/16 ou mais), obtendo assim profundidade de campo suficiente para manter o foco em distâncias variadas da câmera.Já se brilhos difusos e borrões de luz completam melhor a pintura desejada, valores de abertura mais baixos (f/4 ou menores) são mais indicados. Lembre-se de que aberturas de menor valor significam maior entrada de luz na câmera e, portanto, influenciam também no tempo de exposição.As fontes luminosasVelas, lanternas, e até mesmo o celular, como já foi citado anteriormente, podem ser utilizados como ferramentas para o lightpainting. Independente da iluminação utilizada, é importante prestar atenção a dois fatores antes de começar a desenhar: o tamanho e a cor da luz.Para se obter desenhos finos, com detalhes e linhas precisas, o ideal é utilizar fontes de luz pequenas e estáveis, como pequenas lanternas com LEDs únicos. Por outro lado, se a instabilidade do traço pode acrescentar emoção e movimento ao desenho, fontes como velas e isqueiros – ou mesmo tochas, se disponíveis e seguras – merecem uma chance em frente à câmera.


Quando a luz for proveniente de fogo, não há muito o que se possa fazer a respeito da coloração, já que tons vermelhos, laranjas e amarelos sempre serão predominantes. Porém, no caso de fontes de luz elétrica – LEDs, celulares e lâmpadas –, é possível explorar diferentes cores de acordo com o tema da imagem planejada. Para isso, celofane ou outros plásticos coloridos, papéis variados, tecidos ou mesmo o corpo podem servir como modificadores, alterando a cor ou a intensidade da luz.


A foto acima, por exemplo, foi realizada com uma lanterna dotada de nove LEDs brancos um e um corpo plástico azul. Colocando a mão sobre a saída da luz, obteve-se as tonalidades vermelhas, enquanto o plástico é responsável pela maioria dos traços. Os riscos brancos são derivados de momentos em que os LEDs ficaram expostos à câmera.Nada impede que diferentes fontes luminosas sejam usadas em uma mesma imagem. A criatividade e a sensação que se pretende incluir no desenho é que devem forçar a escolha da natureza, quantidade e da coloração da luz.Quanto mais claro estiver o resultado na imaginação do lightpainter, maior a probabilidade da imagem sair como esperada. Planejamento, treino e paciência podem, muitas vezes, servir como garantia de que a pintura luminosa atinja os objetivos definidos pelo seu criador.

Fonte da imagem: Ana Nemes

Resumindo o processoAtendendo a pedidos, o Baixaki preparou uma lista mais rápida para a compreensão de como fazer imagens de lightpainting:Em um ambiente escuro – uma sala com as luzes apagadas ou durante a noite em qualquer outro lugar – coloque a câmera no tripé ou outra superfície estável;Regule a câmera para longa exposição (10 ou mais segundos, e se sua cÂmera parmitir, o modo "bulb");Inicie a exposição e realize o desenho desejado em frente à câmera com a fonte luminosa escolhida;Quando o tempo de exposição terminar, ou o desenho for realizado, confira na câmera se a imagem foi realmente captada.Repita até obter o resultado desejado......Seja um desenho específico ou um amontoado aparentemente aleatório de riscos, o lightpainting sempre será de maior qualidade quando não for feito “na louca”. Escolher bem as fontes de luz, determinar movimentos e configurar corretamente a captura permitem ao fotógrafo-pintor-desenhista a condição ideal para se expressar com a técnica.Um excelente exemplo disso você pode conferir neste site do grupo alemão “Light Art Performance Photography” (fotografia performática de arte luminosa). O grupo é um coletivo artístico que cria – através do lightpainting – cenas dignas de filmes de ficção científica e de fantasia, usando várias fontes de luz diferentes e muita criatividade. 

Inspire-se!Leia mais em: 
 Fonte Tec Mundo

quarta-feira, 28 de março de 2012

Camera Sensor RatiCngs by DxOMark

Camera Sensor RatiCngs by DxOMark

The Overall Sensor Score is based on all characteristics of a camera sensor, independent of the camera lens, and for a general purpose use case
The Use Case Scores take into account the sensor performance for three typical photographic use cases: the Portrait Score, based on Color Depth; the Landscape Score, based on Dynamic Range; and the Sports Score, based on Low-Light ISO. 

Learn more about DxOMark scores.


 
This interactive graph shows the rankings for our current set of digital camera bodies based on Sensor Overall Scores and on the three Use Case Scores (click on the different tabs to view the performance and ranking of cameras for each score). You can switch the x-axis for time, price range, or resolution, as well as filter the ranking by brand, resolution, sensor size, date, and price (USD). You can also access the comprehensive set of RAW-based measurement data, curves, and plots for any given camera body by clicking on its product sheet (left column).


Nikon D3200 coming in April with a 24MP sensor and many new features

By [NR] ADMIN | Published: MARCH 28, 2012


Nikon will soon announce the D3200 DSLR camera which will replace the current D3100 ($549). The expected specs are: 

  • 24 MP sensor 
  • 11 AF points 
  • 4 fps 
  • ISO range: 100-6400, with hi-ISO of 12800 
  • Improved video functionality 
  • The Nikon D3200 will have some kind of a Wi-Fi connection that is supposed to offer few very interesting new features 
  • Announcement in April, 2012 
Those specs basically confirmed my initial D3200 report from last month. 

In addition to the D4 and D800, Nikon is expected to announce 3 more DSLR cameras in 2012. I understand that most of you are interested in the D300s replacement - at that point I do not have any reliable information worth sharing. I think it's safe to assume that the D400 (or whatever the name might be) will have a 24MP DX-format sensor. There is also a possibility for two different models - one with an anti-aliasing (AA) filter and one 
without (just like the D800/D800E). 

I am still not sure if some of the expected Nikkor lenses (18-300mm f/3.5-5.6, 16-85mm f/4 and the full frame 28mm f/1.8) will be announced together with the D3200 next month.

Stay tuned for more details.

sábado, 17 de março de 2012

Como fazer uma foto 3D


Como fazer uma fotografia 3D através do processo anáglifo

A imagem 3D está se tornando o must do momento, seja nos filmes como "Avatar" ou na propaganda das TVs domésticas. Entretanto esse processo já é antigo e o efeitos podem ser obtidos de diversas maneiras. Um dos processos é o chamado "processo anáglifo". Apesar do nome estranho, com certeza você já viu alguma fotografia feita assim, pois é aquele processo em que se faz necessário o uso de um óculos bicolor (uma lente azul e uma vermelha) para visualizar o efeito.
Em 2005 fiz uma pesquisa sobre esse processo e vou aproveitar o blog para compartilhar com vocês este interessante texto assinado por Marcos Muzi, publicado no extinto Fotosite:
"De todos os processos estereoscópicos, o anáglifo é o mais popular e democrático. Sua versatilidade permite que seja utilizado em vários meios: projeção, tela de computador, televisão e impressos. Livre de calibragens e acomodações, o anáglifo permite a todos que percebam algum tipo de relevo. É também um processo extremamente econômico, permitindo o estudo da linguagem estereoscópica de forma rotineira sem grandes investimentos em equipamentos e softwares milionários. O equipamento necessário se reduz a um óculos bicolor (vermelho e cyan).
Toda a imagem estereoscópica é dupla – e cada olho deve ver exclusivamente a imagem que lhe é correspondente. Esta breve, mas fundadora definição de estereoscopia poderia ser cristalizada na seguinte quadra: olho direito, imagem direita / olho esquerdo, imagem esquerda. Todos os sistemas estereoscópicos antigos e modernos repousam sobre esta regra pétrea. As maneiras de apresentar o par estereoscópico é que conheceram inúmeras formas, do bizarro ao digital. 
O anáglifo faz uso de um engenhoso artifício, que de saída multiplica por dois o aproveitamento da imagem na tela ou do papel: as imagens esquerda e direita são impressas uma em cima da outra, superpostas, e não no pareamento que era usual na fotografia estereoscópica do século XIX. Isso porque as imagens são impressas em cores diferentes, opostas, complementares. Uma imagem é inteiramente vermelha e a outra inteiramente azul, como é comum - mas não essencial - na escolha das cores. A mágica reside no filtro de cor, que apaga a indesejada imagem não-correspondente. A imagem impressa ou projetada em azul desaparece através do filtro azul usados pelo espectador. E a imagem vermelha fica, através do mesmo filtro azul, sublinhada em poderoso preto. Da mesma forma, o filtro vermelho apaga a imagem vermelha e sublinha a azul. Bingo! Uma só imagem para cada olho!
Aí reside, curiosamente, uma de suas maiores limitações: o anáglifo não gosta muito de cor, e restitui volume mais sutilmente a partir de tons de cinza. Não obstante, os mesmos tons de cinza tornam-se eficiente argila na mão do estereoscopista...
Não obstante, o poder de resposta rápida que o anáglifo oferece faz com que este sistema seja útil na manipulação da imagem estereoscópica. Veja como abaixo. Vale lembrar que toda imagem anaglífica produz um par estéreo e todo par estéreo produz um anáglifo. 

Como realizo imagens tridimensionais hoje?

Aqui vai um receituário que indica as operações básicas do anáglifo a partir de um par estereoscópico (se precisar copie o que trazemos como exemplo para aprender, mas veja nas colunas anteriores como proceder para obter o seu próprio). Além disso, a internet oferece um número infinito de pares estereoscópicos para a pesquisa, antigos e modernos.

Aqui vai a receita:
Ingredientes: 1 Photoshop; 1 imagem estereoscópica (par); 3 canais RGB (não use layers)


1. Selecione o canal vermelho de uma das imagens do par (no Photoshop: menu Windows (janela) channels (canais). Selecione (Ctrl + A) e copie o canal vermelho (Ctrl + C);

2. Selecione o canal vermelho da outra imagem (Ctrl + A) e cole (Ctrl + V);

3. Ligue apenas a visão RGB no ícone “olho” do canal. Se você pressionar o RGB o canal vermelho ficará estático, não permitindo o ajuste da janela estéreo;

4. Pressione a tecla “V” e com o cursor ajuste a imagem.



Dicas:

- Para uma imagem colorida você vai precisar alterar a saturação do canal vermelho (menu Image / ajustes / matiz saturação escolher vermelho tirar a saturação em 30 a 50%)

- A amplitude da janela estéreo vai depender do ajuste que a imagem esquerda sofrer em relação à direita. O plano onde elas se coincidem será o plano da tela ou da impressão. Se você quer que um elemento fique aquém da janela, ajuste os canais, movendo-os para os lados. O movimento lateral fará com que a imagem retroceda ou avance. O ideal é chegar a uma visão confortável. Os exageros criam os famosos fantasmas."

O Marcos Muzi possui um álbum no Flickr para ser visitado usando-se um óculos bicolor.


Ele também possui um espaço dedicado ao assunto:http://estereoscopia.ning.com/